6 de nov de 2016

HOJE POR FABIO DEL PORTO

4 de nov de 2016

6 alimentos que um especialista em segurança alimentar diz que nunca comeria

por http://www.bbc.com/


A forma como os alimentos são processados hoje em dia cria várias chances para que agentes patogênicos cheguem a nossas mesas.
E, como foi demonstrado no caso da rede Chipotle, está cada vez mais difícil rastrear as fontes destas contaminações.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC na sigla em inglês ) anunciou nesta semana que os surtos de E. coli na rede de restaurantes parecem ter acabado.
Mas o CDC não conseguiu encontrar as causas do surto que afetou cerca de 60 pessoas em 11 Estados americanos, 22 delas em estado grave.
"A prova epidemiológica recolhida durante a investigação sugere que um produto alimentício comum ou um ingrediente servido nos restaurantes do Chipotle Mexican Grill foi a causa provável dos dois surtos", afirmou o órgão em uma declaração.
"A investigação não identificou um alimento ou ingrediente específico vinculado à doença", acrescentou o CDC.
O surto de E. coli na rede Chipotle não é um caso isolado. De acordo com o CDC, a cada ano nos Estados Unidos cerca de 48 milhões de pessoas ficam doentes devido a algum problema com origem na alimentação.
Destas, 128 mil precisam ser internadas e cerca de 3 mil morrem por causa destas doenças.
Bill Marler, advogado e especialista em segurança alimentar, representou vítimas de quase todos os surtos de intoxicação que ocorreram nos Estados Unidos nos últimos 20 anos, incluindo os últimos casos relacionados à rede Chipotle.
Marler acaba de publicar em uma revista online, a Bottom Line Health, uma lista com seis alimentos que, segundo ele, jamais comeria. Veja abaixo:

1. Leite e sucos sem pasteurização


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Image captionLouis Pasteur inventou o processo de pasteurização no século 19

Segundo Marler, estes alimentos podem estar contaminados com vírus, parasitas e bactérias como a Salmonella, E. coli e Listeria.
O CDC informa que, entre 1993 e 2006, cerca de 1,5 mil pessoas ficaram doentes nos Estados Unidos por consumir leite "cru", sem pasteurização, ou queijos produzidos com este tipo de leite.
O leite sem pasteurização tem 150 vezes mais chances de causar doenças do que os produtos lácteos pasteurizados.
E a mesma advertência se aplica aos sucos não pasteurizados, muitos populares em lojas de produtos saudáveis ou comprados nas ruas, feitos de frutas, que podem conter bactérias perigosas.
De acordo com Marler, o mais seguro é verificar se a embalagem do suco tem uma etiqueta afirmando que "este alimento foi pasteurizado".

2. Brotos ou germinados (de soja, feijão, alfafa etc) crus

Desde o meio da década de 1990 os brotos crus ou levemente cozidos já foram ligados a mais de 30 surtos bacterianos nos Estados Unidos, principalmente causados por Salmonella e E. coli.
Em 2011, quase 4 mil pessoas ficaram doentes e 53 morreram devido a uma intoxicação na Alemanha cuja causa foi justamente a E. coli em brotos.
Em 2014, um surto de Salmonella em brotos de feijão levou 19 pessoas para o hospital nos Estados Unidos.
Marler afirma que todo tipo de germinado pode propagar uma infecção bacteriana que tem origem em suas sementes. Mas o especialista também acrescenta que, se os brotos forem bem cozidos, ele comeria sem problemas.

3. Carne malpassada (inclusive hambúrguer)


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Image captionA carne moída tem risco de contaminação de bactérias como a E. coli

Para Marler, os hambúrgueres sempre devem estar bem cozidos.
"A razão de os produtos moídos serem problemáticos e necessitarem um bom cozimento é porque qualquer bactéria que está na superfície da carne pode contaminar o interior", afirmou.
Se a carne moída não for cozida a 70 graus interna e externamente pode causar intoxicação por E. coli, Salmonella e outras bactérias.
Marler afirma que também há problemas na técnica de maceração dos bifes: a prática de furar a carne com uma agulha para amaciá-la e que pode transferir micróbios da superfície para o interior da carne.
Se a carne está macerada, Marler afirma que prefere comer o bife bem passado. Se não está, escolhe o bife ao ponto.

4. Frutas e vegetais que se vendem lavados ou cortados, "prontos" para comer

"Fujo destes como se fosse uma praga", disse Marler.
O especialista afirma que quanto mais se manipula e processa um produto, maior é o risco de contaminação.
Nos últimos anos houve um grande aumento nas vendas de saladas, frutas ou verduras lavados, cortados e prontos para o consumo.
Para Marler, a "conveniência é maravilhosa, mas acho que, às vezes, não vale a pena assumir o risco".

O especialista compra frutas e verduras sem lavar nem cortar, em pequenas quantidades, e as consome em um prazo de três a quatro dias para reduzir o risco de listeria, uma bactéria letal que prospera dentro da geladeira.

5. Ovos crus ou semicrus


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Image captionOvos precisam ser mantidos na geladeira e precisam ser bem cozidos para evitar Salmonella

Apesar de no final da década de1980 uma epidemia de Salmonella na Grã-Bretanha ter transformado o ovo em inimigo número um, muitas pessoas não deixaram de consumi-lo cru.
O ovo é um dos alimentos mais nutritivos e econômicos do mundo, mas tem muitos riscos.
E, para evitar doenças, os especialistas recomendam armazenar os ovos na geladeira e servi-los após cozimento.

6. Ostras e outros moluscos crus

Segundo Bill Marler os moluscos crus, principalmente as ostras, estão causando cada vez mais intoxicações.

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Image captionOstras, como outros moluscos, são animais filtradores e absorvem tudo o que está na água

A teoria do especialista é que o aumento da temperatura das águas do mar aumentou o desenvolvimento de micróbios. Portanto é preciso ter cada vez mais cuidado com estes produtos.
"As ostras são animais filtradores, quer dizer, recolhem tudo o que está na água. Se existe bactéria, ela entra em seu sistema e se você comer esta ostra terá problemas", afirmou.
"Vi muito mais casos disto nos últimos cinco anos do que nos últimos 20. Simplesmente não vale a pena o risco", acrescentou.

1 de jun de 2016

Senado aprova aumento de pena para estupradores

A pena para estupro coletivo pode chegar a 16 anos e oito meses de prisão, quatro anos a mais que a pena máxima prevista atualmente, de 12 anos e meio. Além disso, transmitir imagens de estupro pela internet também poderá ser tipificado como crime. É o que prevê projeto aprovado por unanimidade nesta terça-feira (31) pelo Senado. O texto, que modifica o percentual de aumento da pena em caso de estupro cometido por duas ou mais pessoas, ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados.
O Projeto de Lei do Senado (PLS) 618/2015, apresentado no ano passado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), ganhou destaque após a repercussão do estupro de uma jovem no Rio de Janeiro, neste mês. Antes da aprovação do projeto, os senadores votaram um pedido de urgência e a relatora, senadora Simone Tebet (PMDB-MS), ofereceu o relatório em Plenário, mesmo sem ter o texto fechado por escrito.
— A maioria dos casos passam ao largo das lentes das nossas retinas, mas não aqui, não no Congresso Nacional. O Congresso Nacional, ciente de sua responsabilidade, tem enfrentado essa questão — disse Simone Tebet.

Integrantes do Conselho de Cultura se reúnem com o secretário Jorge Portugal

Integrantes do Conselho Estadual de Cultura estiveram reunidos nesta terça-feira, 31, com o secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal. O encontro faz parte de uma série de mobilizações que integrantes do órgão têm participado por conta dos impactos sofrido pelo setor da Cultura no país. “Como integrantes do Conselho, buscamos sempre meios de ouvir as demandas da sociedade civil para, em seguida, iniciarmos o diálogo com o poder público”, comentou o presidente do órgão, Márcio Ângelo Ribeiro.

Estiveram também presentes no encontro o vice-presidente do Conselho, Emílio Tapioca, a presidente da Câmara de Patrimônio, Ana Vaneska, e o conselheiro Jorge Baptista Carrano. Como representantes da Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA), participaram o assessor de planejamento e gestão, Daniel Uchôa, e a assessora de relações institucionais Jeane Costa. “O apoio do Conselho mostra como a sociedade civil está disposta a colaborar”, assinalou o secretário.

O conselheiro Jorge Baptista Carrano, presidente do Colegiado Setorial de Literatura, aproveitou para ressaltar a importância de a SecultBA priorizar demandas dos Colegiados Setoriais. Em março deste ano, o Conselho Estadual de Cultura aprovou os Planos Setoriais elaborados pelos colegiados de Dança, Literatura, Música, Circo, Audiovisual e Teatro. Os documentos estabelecem prioridades, estratégias e objetivos específicos para os próximos 10 anos na gestão pública dos setores, promovendo uma política de Estado para a Cultura.

Carrano assinalou a importância de que até julho deste ano haja condições de os Colegiados se reunirem para elaboração das metas do Planos Setoriais, textos que também serão apreciados no Conselho Estadual de Cultura. “Os Planos Setoriais sem essas metas não funcionam”, completou o conselheiro.

SOCIEDADE CIVIL – A conselheira Ana Vaneska aproveitou para lembrar que agentes culturais estão mobilizados diante do atual cenário político e econômico e, portanto, os órgãos ligados à gestão precisar escutar as demandas da sociedade civil. “Temos ocupação na sede do MinC em Salvador e diversas ações pelo país. Essa é a hora de alinhar o que a prioridade e perceber que o segmento da Cultura tem pulsado de modo positivo em defesa do setor”, completou.

O vice-presidente Emílio Tapioca reforçou a importância da manutenção do canal de debate com a SeculBA. “O Conselho é uma instância de fortalecimento onde pode existir diálogo de forma clara. É preciso unificar esforços e parcerias que levem ao aprimoramento das políticas no âmbito da Cultura”, finalizou. Ao término da reunião, foi definido que novos encontros devem acontecer em breve, e que a SecultBA mediará uma reunião com o governador Rui Costa.